XIII - A desigualdade entre candidatos 

Dizem os especialistas que o Congresso brasileiro é um dos parlamentos que mais se renovam no mundo. Mas todos sabemos que os “novos” não são senão os filhos, os netos ou os membros do grupo político dos que lá estão. Na verdade, é muito difícil um aspirante a parlamentar conseguir entrar no Congresso. Ele disputa a função em total desigualdade de condições com os que já tem um mandato.  

A revista Congresso em Foco constatou em pesquisa que na eleição de 2018 a renovação será menor que a usual. Um número de deputados e senadores muito maior do que nas eleições anteriores está se candidatando à reeleição, por causa das “facilidades que as atuais regras eleitorais conferem aos atuais parlamentares”,  citando o Congresso em Foco, que completa: “o tempo de campanha foi reduzido de 90 para 45 dias, beneficiando políticos já conhecidos e dificultando as chances de êxito de novos candidatos. Os congressistas também são ajudados pelos bilionários recursos colocados à disposição dos partidos políticos por meios dos fundos eleitoral e partidário”.(...)

“Além disso, só por estar no exercício do mandato, o candidato à reeleição já larga na frente dos demais. Pelos seguintes motivos: tem o nome em evidência, possui bases eleitorais consolidadas, cabos eleitorais fidelizados e recursos e meios para angariar apoio. Entre eles, emendas individuais, no valor de R$ 14,7 milhões por ano; verba para cobrir despesas do mandato; R$ 78 mil mensais para contratar pessoal em Brasília ou no estado de origem; e outros recursos que alcançam perto de R$ 2 milhões por ano”.

Todas essas vantagens e regras são os próprios parlamentares que definem... É muito grande o esforço que temos que fazer para só eleger parlamentares dispostos a terminar com essa desigualdade.

 

Escolha bem em quem votar para deputado e senador.

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